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Autor: Nina 19.03.24

Sydney Sweeney está em um novo filme de terror. Ela quer nos lembrar quão brincalhona ela é

Só nos últimos meses, Sydney Sweeney mudou. Já indicada ao Emmy duas vezes por seus papéis em Euphoria e The White Lotus, ela também estrelou e produziu o sucesso mundial de bilheteria Todos Menos Você.

A atual trajetória da carreira de Sweeney está num ponto que ela nem se incomoda com a forte ridicularização ao decepcionante Madame Teia, dizendo: “Eu apenas fui contratada como uma atriz [no filme], então eu só segui a onda pra qualquer coisa que fosse acontecer.”

Agora, seu intenso filme de terror Imaculada chega ao cinema, estreando terça à noite (12) no Festival de Filme e TV South by Southwest, com Sweeney novamente estrelando e produzindo. O suspense reúne a atriz com o diretor Michael Mohan, tendo os dois já trabalhado juntos na série de drama adolescente da Netflix Everything Sucks e no filme de suspense erótico da Prime Video The Voyeurs.

Imaculada, com um roteiro creditado a Andrew Lobel, segue uma devota mulher americana, Cecilia, que faz seu caminho até um convento italiano afastado da sociedade. Ela engravida enquanto ainda é virgem — um aparentemente milagroso evento que acaba tomando um rumo sinistro. Mohan cita clássicos como O Bebê de Rosemary, O Exorcista e o filme de 1971 dirigido por Ken Russell, Os Demônios, como inspiração; e seu filme também apresenta um elenco de apoio de talento, como Álvaro Morte de La Casa de Papel, Simona Tabasco de The White Lotus e Benedetta Porcaroli de Amanda.

Sweeney, de 26 anos, recentemente apresentou o Saturday Night Live, apenas para estar em Paris na terça para um desfile de moda da Miu Miu e, em seguida, de volta a Nova York na quarta para se juntar a Mohan em nossa entrevista via Zoom. Alguns dias depois, ela estava em Los Angeles para a after party do Oscar realizada pela Vanity Fair, onde ela usou um vestido previamente utilizado por Angelina Jolie no Oscar de 2004.

Imaculada será lançado em breve esse mês pela Neon. Apesar da conversa a seguir abordar o final surpreendente do filme, não há spoilers além daquilo que já está nos trailers.

Sydney, já faz parte da história de origem de “Imaculada” que você fez audição para esse filme 10 anos atrás e depois reviveu o projeto. O que sobre essa história te prendeu?

 SWEENEY: Originalmente o roteiro era bastante diferente. Quando eu coloquei minhas mãos nele e nós contratamos o Michael, nós fizemos uma revisão drástica para encaixar quem eu sou hoje e o mundo atual. Mas a base da história sempre permaneceu a mesma. E eu penso que uma das razões pelas quais eu amei tanto [a história] foi porque alguns dos momentos mais assustadores, crus e intensos desse filme são na vida real.

Você e Michael já tinham uma relação de trabalho, mas o que fez você buscá-lo para fazer parte [do projeto]?

 SWEENEY: Eu sinto como se nós tivéssemos crescido nessa indústria juntos. Michael foi um dos primeiros cineastas que realmente acreditou que eu seria capaz de ser um personagem regular em uma série de TV. E eu tinha 19 anos. Depois de trabalhar em “Everything Sucks” e “Voyeurs”, você simplesmente consegue se comunicar com alguém de forma diferente. Mike e eu podemos apenas olhar um para o outro e saber o que estamos pensando. Nós sabemos o que precisa ser consertado. Nós sabemos o que está dando certo sem nem precisar dizer uma palavra. E ter um cineasta como esse no seu time é tão benéfico para fazer com que o projeto flua. E [a história] também era meu bebê e eu sabia que ele não chegaria e tentaria me deixar de escanteio.

Michael, qual foi sua reação quando você pegou o roteiro pela primeira vez?

 MOHAN: Eu estava apavorado para lê-lo. Eu sabia que a Syd iria fazer esse filme com ou sem mim. E nós compartilhamos alguns roteiros antes e parte dos que eu li não pareciam que eu me encaixava perfeitamente. E eu não queria me envolver só por me envolver. Eu queria sentir como se eu pudesse elevar o que estava lá. E quando eu li o roteiro, o conceito pareceu plausível e muito aterrorizante e prudente. A volta que a narrativa dá não é algo que eu vi chegando. Para alguém que escreve filmes com reviravoltas no final, isso é algo grande.

Mas além disso, eu apenas queria muito trabalhar com a Syd de novo. É simplesmente tão fácil. Eu não quero desconstruir [a história] demais. É essa apreciação sobre o trabalho da nossa equipe e o que eles trazem pro projeto.

Como o roteiro mudou em relação a como era originalmente?

 SWEENEY: Mudou drasticamente — lugar, idade, personagens, muita coisa.

MOHAN: A principal mudança foi que, no rascunho original, ela era uma estudante de ensino médio. E transformar a personagem em uma freira nos deu um arco de personagem muito maior para trabalhar. Apesar do filme ser bem curto, ela começa em um lugar completamente diferente de onde nós a deixamos [no final]. E sabendo que você tem uma atriz tão boa quanto a Syd para fazer a performance, ela vai ser capaz de alcançar isso facilmente. Eu só tenho que mantê-la focada.

Toda vez que eu trazia uma nova ideia, eles simplesmente ficavam, “mas isso é assustador?”. E a coisa toda deles era apenas: isso precisa ser realmente assustador. E eu os dou todo o crédito por me empurrarem a todos os caminhos certos.

Sydney, falando sobre sua ida para a produção. Isso é sobre você ter mais controle do material que você está concordando em fazer parte?

SWEENEY: Eu sou uma colaboradora bem participativa. Eu gosto de poder dar ideias, fazer parte do projeto, ajudar a criar soluções. Isso simplesmente muda todo o processo. Agora, é muito difícil para mim estar em um set e não poder ajudar de nenhuma forma ou não poder agir. E a possibilidade de realmente ter uma voz e uma opinião valorizada — isso significa muito.

E eu ainda tenho bilhões de coisas para aprender, mas eu amo poder ser uma parte do processo do começo ao fim. Eu sempre construí meus personagens do zero. E [com a participação na produção] eu sinto que posso fazer a mesma coisa mas à nível do roteiro inteiro.

MOHAN: Eu também penso que, honestamente, a Syd tem ideia do que a geração dela quer ver. E então você entende que: ei, não tem comédias românticas por aí, então quer saber? Eu vou encontrar uma, e eu vou torná-la minha. Eu vou fazê-la tão cinemática quanto possível. E claro, foi um sucesso. Você sabia disso.

Você também percebe dessa forma, Sydney?

SWEENEY: Bom, definitivamente ajuda quando você tem a mesma idade da audiência.

Michael, como tem sido para você ver a Sydney evoluir como uma artista e como uma persona, uma celebridade, desde que você a conheceu pela primeira vez?

MOHAN: Não é surpreendente, pra ser honesto. Nós meio que sabíamos quando a escalamos em “Everything Sucks”. Ela é uma líder natural. Até mesmo naquela época, a Syd realmente nos ajudou nos termos da moral do elenco. Ela era a conselheira do acampamento para o resto das crianças, os atores que eram mais novos que ela. O fato que ela está fazendo tudo certo agora e está em todo lugar, é simplesmente como, “é claro”.

Eu apenas estou feliz que você está pegando papéis que são ainda mais desafiadores. Para mim, essa é a parte divertida, pegar um filme como “Reality” ou até mesmo ver aquela cena em “Todos Menos Você” em que você escala o apoio de braço [da poltrona] — a coisa da comédia física em que seu bumbum fica no rosto dele. É simplesmente muito engraçado. Eu nunca tinha visto você fazer isso antes. Então é realmente —

SWEENEY: O quão brincalhona eu sou. Esse é o negócio. Eu, na verdade, sou super brincalhona. Eu dou respostas secas bem sarcásticas, e todo mundo próximo de mim sabe que na vida real eu sou mais uma pessoa comediante do que dramática.

Você parece não ter medo de usar seu corpo em performances, incluindo tirar suas roupas. E esse papel [em Imaculada] parece diferente. De forma geral, é mais contido e reservado. O quão consciente foi essa decisão pra você?

SWEENEY: Não servia para o personagem. É sempre sobre se serve para o personagem ou não. Eu estou vivendo a vida de outra pessoa. Então, se serve para o desenvolvimento ou estado emocional de um personagem, aí faz sentido. Mas ela era uma freira. Não fazia sentido.

Michael, isso foi algo que você pensou sobre — o quanto você iria fazer uso disso em um filme sobre uma freira?

MOHAN: Bom, eu não quero ficar conhecido como o cara que faz filmes em que a Sydney fica nua. Eu não quero essa reputação. De toda forma, vou dizer, Sydney, quando nós decidimos fazer a cena com você e Benedetta em uma casa de banho, nós sabíamos que teria uma energia sensual ali.

SWEENEY: E é só tipo, se ela estivesse em uma casa de banho, ela estaria usando seu vestido, o vestido de banho, e sem sutiã. Então é só basicamente o que o personagem iria fazer. Eu nunca penso sobre isso. Quer dizer, se o personagem não iria usar um sutiã na maior parte das coisas, então eu não uso um sutiã. Só depende do personagem. De verdade, eu só olho para tudo dessa forma.

MOHAN: Eu provavelmente estava mais preocupado sobre isso do que você, porque eu lembro que, depois que nós fizemos aquele primeiro take, eu fiquei tipo, “Ai, meu Deus, é tão transparente. Isso tá ok?”. E você tava tipo, “Não, isso está lindo. Não pensa demais.”

Agora eu quero te perguntar sobre um pouco do que acontece no filme, mas eu não quero que vocês sintam como se estivéssemos dando algum spoiler. Como vocês estão falando sobre o filme?

MOHAN: Essa é a primeira entrevista que nós fizemos juntos, então acho que estamos nos ajeitando sobre isso.

SWEENEY: Nós definitivamente não queremos dar spoilers sobre o final. Nós realmente queremos que as pessoas descubram por si mesmas. Claro, as pessoas escrevem reviews e isso tudo vai acabar vazando, mas nós estamos dando duro para não dar spoilers sobre o final. Eu vou dizer que aquele foi o primeiro take. Aquilo foi um único take.

MOHAN: Nós gravamos alternativas. Nós nos preparamos caso as audiências rejeitassem a execução que nós seguimos. Mas quando nós fizemos o take, era inegável. Nós assistimos e simplesmente ficamos tipo: isso é inacreditável. Isso é o que queremos. E felizmente, todo mundo nos apoiou.

A única coisa que posso dizer é que, quando você está no set e vê a Syd fazer isso, é genuinamente como ver alguém fazer um truque de mágica, porque no instante que eu digo corta, é simplesmente tipo, boom, de volta pra Syd. E é como nada. Às vezes, como um diretor, a melhor direção que você pode dar é ficar de fora da p**** do caminho de alguém.

Sydney, de onde isso vem, essa habilidade de ligar e desligar um personagem assim?

SWEENEY: Quando eu estava começando, eu tinha — eu nem sei se você o chamaria de um life coach ou não, não era bem um coach de atuação, mas era amigo do meu pai. Então, Kodi Smith-McPhee [de “Ataque dos Cães”], o pai dele, Andy McPhee, ajudava Kodi a construir seus personagens. Então eu comecei a trabalhar com o Andy e nós só falávamos sobre desenvolvimento de personagem. Não era ensaio, não era passar texto, era só falar sobre os personagens e construir quem eles eram.

E a principal coisa que ele sempre me falou era pra ter certeza que eu me separasse ao máximo dos meus personagens. Não colocar nada das minhas próprias memórias, emoções, sentimentos, pessoas, relações, nada, nos pensamentos dos meus personagens, para que eu pudesse entrar e sair facilmente.

Sydney, mesmo nas últimas semanas, parece que sua fama cresceu. Você sente que as coisas estão acelerando muito rápido?

SWEENEY: Eu sou tão caseira que a vida meio que continua a mesma para mim. Eu só saio com meu cachorro, minha família e amigos próximos. Tem mais pessoas que me dão oi quando eu saio, mas é isso.

Isso tudo parece normal pra você agora?

SWEENEY: Nada sobre essa indústria é normal. E eu acho que é muito importante lembrar disso.

Fonte.

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