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Autor: Nina 24.03.24

Criada em uma cidade americana, longe dos holofotes e sem sobrenomes que lhe abririam caminho em plena era dos nepo babies, Sydney Sweeney tem cozinhado seu sucesso em fogo lento. Esse mês estreia seu terceiro filme do ano, Imaculada, um suspense psicológico estrelado e produzido por ela, que definitivamente a coroa como a atriz do momento.

O primeiro ‘não’ que Sydney Sweeney (nascida em Spokane, 1997) escutou na sua carreira foi de seus pais. Quando criança, ela soube que as filmagens de um filme independente chegariam à sua cidade, no estado de Washington. Nada grande, mas todo um [novo] mundo para um lugar onde esportes ao ar livre e natureza definem o ritmo. Foi dito que a produtora iria fazer testes locais para papeis menores, e algo lhe dizia que ela tinha que fazê-los. Tinha passado a infância no quintal de casa inventando histórias em sua imaginação e brincando de ser outras pessoas: uma aventureira, uma química; tudo o que vinha à mente quando ela fechava os olhos. De alguma forma, ela sempre soube que acabaria sendo atriz. “Mas meus pais recusaram categoricamente”, diz ela rindo. “Então montei uma apresentação com um plano estratégico de cinco anos em que comecei dizendo que, se eu conseguisse esse papel, certamente o diretor de elenco poderia me colocar em contato com outras pessoas, e que talvez, então, eu conseguiria um agente. Enfim, falei coisas aleatórias para eles que nem eu entendia, mas precisava mostrar a eles que queria fazer isso e que iria levar a sério apesar de ser tão jovem.”

Sweeney fala do outro lado de uma tela preta. “Que horas são aí?”, ela pergunta. São duas e meia da tarde, e um rápido cálculo mental indica que para ela são cinco da manhã. “Sim…! É uma noite escura aqui, por isso duvido que você me veja, olá!”, ela responde naturalmente com um gesto para a câmera que eu consigo ver. Ela está na Califórnia, arranjou tempo em sua agenda — nada fácil — no caminho para uma filmagem, e pensar que houve um tempo em que sua vida não era uma maratona vital entre gravações e tapetes vermelhos lhe parece estranho. Os castings começaram aos 12 anos, após o de sua cidade. “Comecei fazendo filmes independentes de baixo orçamento, principalmente, até que aos 19 anos entrei em uma série chamada Sharp Objects, ela lembra. “Isso me fortaleceu, me ensinou como as coisas funcionam e me ajudou a ganhar confiança em mim mesma”. Em 2019, veio o papel que a catapultou para a fama, o de Cassie em Euphoria. Para esse papel, ela também teve um ‘não’ como primeira resposta: ao vê-la, o diretor de elenco disse que não se incomodasse em fazer o teste, pois ela não se encaixava no personagem como ele havia imaginado. Mas Sweeney gravou-se em fita e enviou-a. Hoje, ela é uma das muitas estrelas que saíram daquela fábrica de ícones (Zendaya, Jacob Elordi, Hunter Schafer). Mais uma vez, tal como aconteceu com os seus pais, o risco valeu a pena. “É importante fazer isso! Caso contrário, você acaba vivendo em uma caixa a vida toda. E não estou aqui para isso.”

O sucesso (ao nível exorbitante) veio rapidamente. E ela conseguiu isso sem um sobrenome famoso na época dos chamados nepo babies. “Tem sido um caminho difícil, para falar a verdade. Exige muito esforço, determinação e trabalho, e o caminho é longo”, afirma. Principalmente para se manter [na mídia], agora que os ídolos parecem efêmeros devido aos muitos impulsos que as novas gerações recebem diariamente. Seu segredo é levar sua profissão tão a sério como quando apresentou aos pais aquela pequena tese para ser atriz. “Não apareço muito, apenas para falar dos papéis que faço, e isso tem me permitido continuar gostando disso, apesar do ritmo, e manter os pés no chão”. Suas raízes ajudaram, crescendo em uma cidade pequena, jogando no time de futebol e a anos-luz de Hollywood. “Eu nem sequer sabia o que era! Quando eu era pequena, não tínhamos internet em casa nem computador. Eu não tive telefone até os 14 anos, então não era algo que eu tinha visto ou sonhado. Eu simplesmente sabia que gostava de atuar, mas não entendia o que era a indústria até que cheguei nela.”

Hoje, Sydney Sweeney é a garota do momento, o que nos anos 90 chamariam de ‘queridinha da América’. Um dia antes de escrever este texto, ela entrou no desfile da Miu Miu em Paris cercada por uma nuvem de fotógrafos. Neste exato momento, ela está com dois filmes no cinema ao mesmo tempo, e prepara a estreia de um de seus projetos mais pessoais, Imaculada, suspense psicológico estrelado e produzido por ela. Sua personagem, Cecilia, uma americana devota que decide se tornar uma freira em um convento italiano, tem sido um dos [trabalhos] mais intensos de interpretar: “Ela passa por tantas questões emocionais e mentais e em tão pouco tempo na tela, que eu precisava ter certeza de que o espectador sentia a provação pela qual ela passa”, admite. Com ela, o espanhol Álvaro Morte interpreta um dos padres. “Eu o conheci em um evento em Madri quando estávamos em plena pré-produção do filme e ficou imediatamente claro para mim que tinha que ser ele. Contamos a ele sobre o projeto, ele adorou e nos enviou muitas notas sobre o personagem. Uma semana depois, ele estava na Itália conosco”, conta.

Sydney tem certeza de que a fama não vai mudá-la. A isso ela responde enfaticamente, como se não fosse com ela: “Sempre soube encontrar o equilíbrio”, diz. É por isso que ela continua a se permitir alguns prazeres que o anonimato antes lhe proporcionava, independentemente de agora ser famosa. “Tem um restaurante em Los Angeles, o BJ’s, cujo prato estrela é o Pizookie, um biscoito feito na forma de pizza e com sorvete de baunilha por cima. É espetacular, não posso deixar de ir!”, confessa com diversão. “Mas tem uma coisa que faço menos: poder me permitir cometer erros como uma pessoa normal. Agora a sociedade não permite”, diz ela. Refere-se à responsabilidade de ser referência para tantas pessoas, a grande maioria delas muito jovens. “Tenho consciência de que tenho isso, mas você também tem que entender que também sou jovem, que também estou aprendendo, tentando saber como as coisas são feitas. Porque se você não comete erros, você não aprende, e então não cresce. É assim que é.”

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